Título Arqueofeminismo – Mulheres filósofas e filósofos feministas – Séculos XVII-XVIII
Organização Maxime Rovere
Ilustrações Heloisa Etelvina
Ano 2019 | 1ª edição
Nº de páginas 272 
Dimensões 14 x 21cm 
ISBN 978-85-66943-77-1 
Preço de capa R$ 65,00

LANÇAMENTO 16/03 (MIT SP – Piquenique literário – Goethe Institut)



A história das mulheres na filosofia é marcada por numerosos desequilíbrios, dos quais o mais evidente – sua longa, muito longa ausência – tende a esconder os outros. Sabemos, é claro, que, desde a Antiguidade e até o século XX, a sociedade patriarcal europeia reservou o estudo das letras a seus rebentos machos, de modo que principalmente a literatura e a filosofia acabaram sendo atividades reservadas aos homens. O monopólio da educação, da escrita, do debate, da publicação, manteve a maioria das mulheres longe dos conceitos filosóficos e daquilo que eles trazem de alegrias especulativas, de esforços literários e de lampejos libertadores. 
Mas não todas. Se voltarmos longe na história, encontraremos vestígios de numerosas mulheres cujos pensamentos, e às vezes os escritos, marcaram sua época. Se, com frequência, essas exceções não encontraram espaço na história da filosofia, é em parte porque a Grande Narrativa continua a ser uma história de homens, feita por eles e para a sua própria glória. Ao reequilibrar a maneira de contar a história da filosofia, não se está negando a realidade da dominação. Trata-se de superar o silêncio com o qual uma história exclusivamente masculina quer recobrir as importantes contribuições trazidas ao pensamento pelas mulheres e pelas questões levantadas por elas.
Reunimos neste volume textos escritos por duas mulheres, Marie de Gournay e Olympe de Gouges, que estão entre as maiores intelectuais dos séculos xvii e xviii, assim como três textos escritos por homens, François Poullain de la Barre, Choderlos de Laclos e Nicolas de Condorcet, que defenderam, na teoria e na prática, a legitimidade das mulheres participarem da vida pública, da política e do meio intelectual. Ao descobri-los, encontraremos os meios de contar uma outra história da modernidade, e até mesmo uma outra história do “feminismo”.

Maxime Rovere
organizador
Back to Top