TREINO E(M) POEMA

Kazuo Ohno

Título: Treino e(m) poema
Autor: Kazuo Ohno
Tradução: Tae Suzuki
Apresentação: Toshio Mizohata / Prefácio: Lígia Verdi / Posfácio: Éden Peretta / 4a capa: Christine Greiner
Edição: 1a edição / 2016
No de páginas: 256 / ilustrado
Dimensões: 16x21cm (brochura)
ISBN: 978-85-66943-15-3
Preço de capa: R$ 68,00
As lições de butô do dançarino Kazuo Ohno [1906–2010] sempre foram um enigma, tanto para os estrangeiros como para os próprios japoneses. O estranhamento parece ter sido o seu principal ponto de partida, como um exercício interminável de percepção do corpo, da memória, da vida e da morte. Nada é literal nem reproduzível. Por isso, esta tradução poética do universo metafórico de seus treinamentos, ocorridos entre o final dos anos 1970 e 1997, não deve ser lida como um manual de instruções; e sim como o testemunho de um artista, diluído na experiência da vida por um fio — ali onde o abismo das palavras e do corpo se encontram em movimento, transformando luz, inseto, coração e flor em estados de vida.

Christine Greiner

Kazuo Ohno [1906-2010] foi um dos dançarinos mais relevantes do século XX, responsável, junto com Tatsumi Hijikata, pelo estabelecimento do butô. Aqui, o leitor poderá adentrar no universo particular dos treinos que o dançarino ministrou em seu estúdio, entre o final da década de 1970 e 1997. Registrados como aforismos por vezes vagos, ambíguos, marcados por saltos e mergulhos, os ensinamentos de Kazuo Ohno partem sempre da dança — mas falam sobretudo da vida. Como abandonar a racionalidade, a lógica cartesiana, as regras e as verdades preestabelecidas? Como adentrar delicadamente num espaço de liberdade, em que passado e futuro convivem, em que se dança sem se mover, em que se pode ser flor, ser inseto? Sua fala, como sua dança, nos toca profundamente por qualquer motivo que resta inexplicável. Não à toa, portanto, que Kazuo Ohno continua a cativar e a inspirar tantas pessoas ao redor do mundo — ele possui, afinal, essa capacidade rara de acessar, de maneira muito sutil, aquela parcela de indizível que compartilhamos.
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