Publication Information / Informações dapublicação

Title/ Título: Amazônia transcultural – xamanismo e tecnociência na ópera/ 
Transcultural Amazonas – shamanism and technoscience in the opera
Author / Autor: Laymert Garcia dos Santos
Year / Ano: 2013
Number of pages / Nº de páginas: 256
Bilingual edition / Edição bilíngue: Português/Inglês - Portuguese/English
Size / Dimensões: 148 x 210mm (paperback/brochura)
ISBN: 978-85-66943-08-5
Preço de capa: R$ 46,00
Este livro se propõe como um dos registros possíveis de um experimento transcultural de grande envergadura: a realização da ópera multimídia Amazônia, que transcorreu entre 2006 e 2010. Por seu caráter complexo, envolvendo cosmologias e culturas diversas – a europeia, a brasileira e a yanomami –, pareceu ao autor que a memória do espetáculo poderia interessar não só quem o assistiu em Munique, São Paulo e Viena, mas também os leitores envolvidos com a relação arte-tecnologia-ambiente, ou com as diferentes formas do modo de existência contemporâneo.
            A aposta dos protagonistas do experimento foi a de construir uma obra que problematizasse o destino da floresta tropical, que explicitasse a devastação como uma “dor amazônica” afetando cada vez mais a vida de todos nós, humanos e não humanos. Por vias diferentes, o xamanismo e a tecnociência chegaram à conclusão que a morte da floresta deve acontecer, caso continuemos insistindo num modelo insustentável de exploração predatória. Trata-se, portanto, de uma morte anunciada. Os fatos, as análises, as informações, os dados são conhecidos. Mas parece que saber não basta para deter a catástrofe. Por isso, a ópera cantou o Orfeu amazônico – para sentirmos a perda e a iminência da perda.
            Amazônia Transcultural discute, num primeiro momento, os princípios e pressupostos conceituais que nortearam a condução do experimento; e, no segundo, os recursos tecno-estéticos que os artistas criaram para e na encenação. O texto Morte do Xamã e as imagens são fragmentos que completam a memória do que foi ouvido, visto, vivido.
This book is presented as one of the possible records of a transcultural experiment of great breadth: the production of the multimedia opera Amazonas, which was performed from 2006 to 2010. Due to its complex nature, involving different cosmologies and cultures – European, Brazilian and Yanomami – the author believes that the history of the show may interest those who watched it live in Munich, São Paulo and Vienna, as well as readers interested in its combination of art, technology and environment, or in different forms of contemporary existence.
            The idea of the experiment was to produce a show that could problematize the fate of the tropical forest, that explained the devastation as an “Amazonian sadness” that increasingly affects the lives of all of us, human and non-human. From different directions, shamanism and technoscience arrived at the conclusion that the forest will die if we continue to insist on an unsustainable model of predatory exploration. It is therefore the chronicle of a death foretold. The facts, the analyses, the information, the data are all well known. But it appears that knowing is not enough to prevent catastrophe. This is why the opera sang the Amazonian Orpheus – to feel the loss and imminence of loss.
            Transcultural Amazonas discusses, first, the principles and conceptual assumptions that guided the experiment; and, second, the techno-aesthetic resources that the artists created for its staging. The text The Death of the Shaman and the images are fragments that complete the history of what was heard, seen and experienced.
Laymert Garcia dos Santos é sociólogo, com doutorado pela Universidade de Paris VII. Atualmente é professor titular na Unicamp, membro do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania da USP, do Conselho Diretor do Instituto Socioambiental, e coordenador do Laboratório de Cultura e Tecnologia em Rede do Instituto Século 21. Foi Diretor da Fundação Bienal de São Paulo, de outubro de 2009 a junho de 2010. É ainda autor de diversos livros, entre eles, Desregulações (1981), Alienação e capitalismo (1982) e Tempo de ensaio (1989), Politizar as novas tecnologias (2003).
Cada livro possui um resistor elétrico incrustado na capa. Miolo com fotos P&B e coloridas.
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